Canclini – Hibridismos Culturais

Nestor Garcia Canclini!

Confesso que anteriormente a aula, nunca havia ouvido falar a respeito deste homem. Entretanto, muito me deixou curiosos a exposição a respeito deste e seus “hibridismos culturais”.

Sua pesquisa foi baseada em grande parte nas sociedades da América Latina especialmente devido à “abrupta interpenetração e coexistência de culturas estrangeiras e dissímiles ” (Gaglietti & Barbosa, 2007). É interessante notar, para além da teoria, o como a prática deste hibridismo cultural, a partir desta perspectiva citada anteriormente, está presente no nosso cotidiano. Quantas vezes não nos deparamos com situações em que pessoas das mais diferentes origens, seguem um mesmo padrão, seja ele estético, comportamental, entre outros?

No Brasil, como parte da América Latina, isso não é diferente. Temos, cada vez mais, como reflexo da Globalização e, especialmente, da ocidentalização, consumido aquilo que vem de fora e tomamos como parte da nossa cultura, nos “perdendo” cada vez mais no sentido de pertencimento e reconhecimento cultural daquilo que, de fato, podemos chamar de “NOSSO”.

Importante destacar que, apesar de se tratar de um movimento intensificado nos últimos anos, como posto acima, pode-se observar em algum grau e em determinadas formas, a presença deste hibridismo desde o momento da colonização. Naquele momento histórico, foi imposto das mais variadas formas, até mesmo sob o uso da força e coerção, a disseminação da cultura ocidental, que acabou se tornar parte da cultura Americana.

E, essa também é uma das principais críticas de Canclin, que discorre a respeito da falta de uma política cultural moderna na América Latina e argumenta que a “hibridação cultural da América Latina decorre da inexistência de uma política reguladora ancorada nos princípios da modernidade e se caracteriza como o processo sócio-cultural em que estruturas ou práticas, que existiam em formas separadas, combinam-se para gerar novas estruturas, objetos e prática” (Gaglietti & Barbosa, 2007)

Torço, como estudante de Ciências Humanas, que a questão posta por Canclini, seja ao menos menos alvo de discussão para que isso possa ser colocado em pauta pelos estudiosos, buscando entender até que ponto o hibridismo cultural afeta (ou fere) a cultura de cada povo e, consequentemente, sua identidade!

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